SUGESTÕES
PARA QUANDO ENCONTRES UMA PESSOA COM DEFICIÊNC
IA
Como Lidar Connosco
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Enviado por Artur G

                       
Segue estes conselhos, e vais ver o quanto é importante e enriquecedor aprendermos a conviver com a diversidade!

Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós nos podemos  ficar desconfortáveis diante do "diferente".

Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.

Não faças de conta que a deficiência não existe. Se te relacionares com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência,  vais estar a ignorar  uma característica muito importante dela. Dessa forma, não te  estás relacionar com ela, mas com outra pessoa, uma que tu inventas-te, que não é real.

Aceita a deficiência. Ela existe e tu deves encara-la com consideração. Não subestimes as possibilidades, nem superestimes as dificuldades e vice-versa.

As pessoas com deficiência têm o direito, e podem, tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade pelas suas escolhas.

Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que outra  pessoa não deficiente.

Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas actividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exactamente como todo a gente.

A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, quando não existe muita intimidade, com a pessoa com deficiência, deve-se evitar fazer muitas perguntas íntimas.

Quando quiseres alguma informação de uma pessoa deficiente, dirige-te directamente a ela e não aos seus acompanhantes ou intérpretes.

Sempre que quiseres ajudar, podes oferecer a tua ajuda. E espera que a pessoa com deficiência a aceite, antes de ajudar. Pergunte sempre, qual a forma mais adequada para o fazer.
Mas não te ofendas se teu  auxilio for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de ajuda. Às vezes, uma determinada actividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.

Se  não te sentires confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, deves sentir-te livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que a possa ajudar.

As pessoas com deficiência são pessoas como tu. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos, os mesmos desejos...

Não deves ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Age com naturalidade e tudo vai correr bem.

Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.

                             
PESSOAS CEGAS OU COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrares alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-te, e fá-la perceber que estás a falar  com ela, para isso podes, por exemplo, tocar-lhe levemente no braço, e oferecer-lhe  o teu auxílio. Nunca ajudes sem perguntar antes como deves fazê-lo.

Caso a tua  ajuda como guia seja aceite, coloca a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do teu  corpo enquanto estiveres andando.

É sempre bom avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajecto.

Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloca o teu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar a  seguir-te.

Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se,  deves guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. E deixa que a pessoa se sente sozinha.

Ao explicar direcções para uma pessoa cega, tenta ser o mais claro e específico possível, de preferência, indica as distâncias em metros ("uns vinte metros á sua frente").

Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fala em tom de voz normal.

Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-ta de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não vê. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.

As pessoas cegas ou com visão sub normal são como tu, só que não vê. Trata-as com o mesmo respeito e consideração com que tratas as demais pessoas.

No convívio social ou profissional, não excluas as pessoas com deficiência visual das actividades normais. Deixa que elas decidam como podem ou querem participar.

Proporciona às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma oportunidade que tu tens de ter sucesso ou de falhar.

Fica á vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas usam-nas  com naturalidade.
Quando te fores embora, avisa sempre o deficiente visual.

Lembra-te que nem sempre um cego é "colega" de outro cego.

                                 
COMO APOIAR O ESTUDANTE CEGO

Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas, recorrendo à gravação. Caso o docente se oponha, deverá fornecer atempadamente, ao estudante, elementos referentes ao conteúdo da cada aula.

Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê.

Quando utilizar o quadro, o docente deverá ler o que escreveu para que, ao ouvir a gravação da aula, o estudante tenha a noção do que foi escrito.

Se usar transparências o docente poderá proceder do seguinte modo: antes do início da aula fornecer ao estudante uma cópia em Braille (ou em caracteres ampliados ou mesmo em suporte digital), e se isso não for possível, fornecer no final uma cópia; durante a apresentação identificar e ler o conteúdo da transparência.
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